Os japoneses inventaram recentemente um novo conceito de ler as horas, distante dos ponteiros dos relógios clássicos e dos mostradores digitais. O relógio Kyokusen é um exclusivo da marca TokyoFlash e lembra seriamente qualquer coisa como um transportador inter-dimensional dos mais remotos e psicodélicos filmes de ficção científica!
O conceito é simples, mas requer alguma habituação. As horas são representadas por 12 barras em forma de L que se vão iluminando à medida que o tempo passa. Ao lado, um círculo com 12 pontos representa conjuntos de 5 minutos, tal como num mostrador convencional. Por fim, no interior deste círculo, 4 pontos correspondem às subdivisões dos blocos maiores, ou seja, cada um vale 1 minuto.
Já é possível adquirir uma destas máquinas por U$120, aproximadamente.
Este móvel tem o nome semelhante às bonecas russas, e realmente faz jus ao nome, pois todos os módulos que compõem esse móvel sai um de dentro do outro.
Com uma área total de 4 metros quadrados, possui elementos suficientes para comportar até doze pessoas. As diversas combinações de estruturas são capazes de criar espaços para dormir, trabalhar, comer, descansar, conviver, etc.
Este é um daqueles projectos que nos surpreendem pela simplicidade. Orchid, uma embalagem para transporte de flores que se pode transformar num vaso é, no fundo, uma dobragem de origami feita em folha de alumínio.
E esta pequena mudança de material fez toda a diferença, uma vez que se mantiveram todas as qualidades do papel e se acrescentou uma nova: a impermeabilidade. Só assim se tornou possível obter um recipiente onde colocar água ou terra para manter uma flor sempre viçosa e que é, simultaneamente, tão leve e delicado como a própria flor.
À primeira vista pode parecer que uma criação destas teria de vir fatalmente do Japão ou de qualquer país oriental. Desenganem-se os que assim pensam, pois Orchid vem do outro lado do mundo, dos países nórdicos. Os seus autores, da empresa PACKLAB. Partners, idealizaram este projecto no âmbito do Nordic Aluminium Package Design Award 2009, uma competição anual promovida pela Aluminiumriket Sverige, uma confederação de empresas que trabalham com alumínio.
O objectivo deste evento, aberto a engenheiros, arquitectos e designers nórdicos, é promover a concepção de novas e atractivas embalagens feitas integral ou parcialmente de alumínio. No final o projecto Orchid acabou por ver-lhe atribuído o primeiro prémio. Entre várias propostas muito interessantes, o júri optou por distinguir esta pela simplicidade da sua concepção.
Os aspectos destacados foram: a junção de duas funções (transporte+vaso), a economia de material, o armazenamento (pode-se dobrar como uma folha) e as possibilidades de reutilização. Uma boa escolha, sem dúvida.
Hoje nossos pés passam grande parte do dia em calçados mal arejados, mal apoiados e às vezes apertados.
Pensando em solucionar isso que Matthew Harrison criou a linha Dopie.
A ideia era reduzir ao máximo o calçado sem perder suas características básicas.
O material deste calçado se resume basicamente a uma sola de espuma de alta densidade com formato anatômico que se adapta a curva do pé, e um encaixe de dedos que é o diferencial deste calçado.
Está aí um bom exemplo de como apresentar uma nova coleção de produtos. De forma simples e com muito bom gosto a mensagem sobre o conceito do produto é transmitida rapidamente colaborando com a relação entre a marca e seus consumidores. Ainda é difícil ver empresas que compreendem o design não apenas como produto, mas como ferramenta de marketing também. O produto é seu principal veiculo de comunicação.
Assistam o vídeo abaixo com a apresentação das peças criadas pelos irmãos Bouroullec para a Vitra.
O graffiti nova-iorquino e o parisiense possuem linguagens distintas, sendo que o perfil estético do graffiti nova-iorquino acrescenta elementos ilustrativos que transcendem a tipologia natural, dando maior ênfase à imagem, enquanto que em Paris as mensagens eram deixadas nos muros sem qualquer figura ou distorções de letras. Mas o graffiti brasileiro exibe uma linguagem própria que mistura estes dois elementos.
O graffiti tem se consolidado como arte contemporânea em suas vertentes que compõem a Street Art através de trabalhos produzidos pelos artistas, permitindo que admiradores e colecionadores possam entender e usufruir da imensa riqueza de formas, cores e de sua intrincada rede de relações culturais e sociais expressando a liberdade da linguagem dos seus autores. No Brasil, a poesia também está nos muros!